quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A culinária da França

A culinária da França compreende uma grande variedade de pratos e de grande prestígio no mundo, principalmente no ocidente. A grande variedade de queijos, vinhos, carnes e doces é a imagem de marca da França em termos de gastronomia.
Tradicionalmente, cada região francesa tem uma culinária própria: a culinária do noroeste usa manteiga, crème fraîche e maçãs; a culinária provençal (do sudeste) prefere azeite, verduras e tomates; a do sudoeste usa gordura de pato, fígado (foie gras), cogumelos (cèpes) e moelas; a culinária do nordeste relembra a culinária da Alemanha e usa banha de porco, salsichas e chucrute.
Além destas quatro áreas gerais, há muitas mais tipos de culinária locais, como a do vale do Rio Loire, famosa pelos delicados pratos de peixe de água doce e pelos vinhos brancos; a cozinha basca, famosa pelo uso de tomate e pimentão, e a culinária do Roussillon, semelhante à culinária da Catalunha.
Com as deslocações e viagens constantes de hoje, tais diferenças regionais são menos acentuadas do que foram, mas ainda se sentem claramente.
O viajante que atravesse a França notará alterações significativas na forma de cozinhar e nos pratos servidos. Além disso, o interesse recente dos consumidores franceses por produtos alimentares locais, dos campos locais (produits du terroir) significa que as culinárias regionais atravessam forte renascimento neste início do século XXI.
Cozinhas exóticas, particularmente a Culinária da China e alguns pratos de ex-colônias no Norte da África (cuscuz), tiveram influência.

A alimentação do dia compõe-se de um desjejum leve (fatias de baguette, com geleia e manteiga, ou croissant ou pain au chocolat; chá, café, leite com cereais ou iogurte ou, ainda, chocolate quente; frutas ou suco); almoço, entre meio dia e 14h; jantar, à noite.
Uma refeição normal completa consiste de entrada (vegetais crus ou salada), prato principal (carne ou peixe, com acompanhamento de vegetais, massa, arroz ou batatas fritas), sobremesa (frutas, tortas, bolos, cremes ou compota) e queijo.
Nas grandes cidades, a maioria das pessoas que trabalham e estudam, almoçam fora. As lanchonetes das empresas e escolas servem refeições completas (entradas, prato principal, queijos, sobremesa), não sendo comum que os estudantes tragam sanduíches de casa. Em cidades menores, a maioria dos trabalhadores volta a casa para almoçar, o que causa quatro horas diárias de correria (às 8 da manhã, ao meio-dia, às 14h e às 18h).
Com o estilo de vida contemporâneo, aqueles que não dispõem de um refeitório próximo ao local de trabalho ou de estudo costumam optar por um lanche (sanduíches ou saladas) ao meio-dia. Ainda é popular o hábito de cozinhar à noite ou nos fins de semana, com ingredientes frescos. Tradicionalmente os alimentos eram comprados nos pequenos estabelecimentos especializados da vizinhança (carne bovina e equina, nos açougues; peixes, em peixarias; queijos, nas queijarias e assim por diante) ou nas feiras livres. Entretanto, atualmente quase todos esses produtos passaram a ser comprados nos supermercados de bairro (supérettes) ou hipermercados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

As histórias do Dry Martini,

A primeira versão assegura que o Martini é uma evolução de um coquetel chamado Martinez, bebida criada por Jerry Thomas, por volta de...